Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
8 de fevereiro de 2024, 0:45
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A maior parte do ministério dos profetas foi em favor de Israel. Com duras reprovações e emergentes mensagens de advertência, a voz profética percorria as ruas das cidades da nação rebelde com a verdade presente. Nenhum dos profetas, porém, pôde ver seus esforços recompensados de forma tão rápida e eficaz quanto o profeta Jonas. Ao contrário dos demais, este profeta foi enviado a um povo pagão, inimigo de Israel e extremamente cruel. Em seu senso de justiça, Jonas desejava que o Senhor dizimasse os ninivitas, mas em seu conhecimento de Deus, o profeta sabia que Ele é “Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade” (Jn.4:2).

Sendo advertido por Deus, Jeremias descobriu que a sua vida estava em risco. Aqueles pelos quais orava e os quais advertia, “tramavam projetos” (v.19) contra ele com a intenção de matá-lo. “Por quarenta anos Jeremias devia estar diante da nação como testemunha da verdade e da justiça. Num tempo de apostasia sem paralelo, devia ele exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus” (Ellen G. White, Profetas e Reis, CPB, p.408). Mas quanto mais avançava em sua missão, quanto mais suas palavras e suas ações revelavam sincera devoção e sincero interesse pelo bem-estar de seu povo, mais evidente se tornava a dureza de coração de seus ouvintes.

Ao contrário de Jonas, Jeremias viu suas palavras sendo desprezadas. Jonas pediu para morrer, enquanto Jeremias era constantemente ameaçado de morte. Jonas se entristeceu com o arrependimento dos ninivitas. Jeremias se entristeceu com a dureza do coração maligno (v.8) de seus conterrâneos. Esperando vingança, Jonas contemplou a misericórdia, de forma que todos foram salvos. Clamando pela justa vingança do Senhor, que prova “o mais íntimo do coração” (v.20), Jeremias veria o fim de seus perseguidores, de forma que não haveria “deles resto nenhum” (v.23).

Na experiência destes profetas podemos contemplar a grandeza da sabedoria divina e as diferentes formas pelas quais o Senhor atua por meio do homem e em favor do homem. Era de Seu agrado e vontade salvar Israel e estabelecê-la como a nação que iluminaria a Terra com a Sua glória. Mas assim como perseguiram e mataram aos profetas, rejeitaram a Cristo e O entregaram à morte, “como manso cordeiro, que é levado ao matadouro” (v.19). Com uma verdade presente a revelar ao mundo, precisamos nos colocar a serviço de Deus independentemente dos resultados e ainda que não compreendamos os Seus propósitos. Jonas e Jeremias viram as suas expectativas sendo frustradas, mas ambos declararam as palavras de Deus e testemunharam o que tinham de testemunhar, conforme a vontade de Deus.

De igual modo, nossas palavras e nossa vida devem corresponder ao chamado de Deus. É melhor ser perseguido do que ser perseguidor. Jeremias sofreu muito diante da rebelião e retaliação de seu próprio povo, mas ele sabia que a sua recompensa não era terrena. Que à semelhança dos fiéis profetas de Deus, nosso coração seja fortalecido na certeza de que ainda não estamos em casa. Que o Espírito Santo abra os nossos ouvidos para ouvir “desde cedo cada dia […]: dai ouvidos à Minha voz” (v.7), diz o Senhor. E que O obedeçamos confiando em Seus infalíveis propósitos.

Pai da Eternidade, Tu conheces o fim desde o princípio. Quem somos nós para duvidar dos Teus propósitos? Mas ainda que qual Jonas nos neguemos a realizá-los, se tivermos o coração firme em Ti e os ouvidos bem atentos à voz do Teu Espírito, sabemos que farás até o impossível para nos colocar de volta no posto de nosso dever. Ajuda-nos para que, como Jeremias, mesmo perseguidos e odiados por muitos, sigamos em fazer a Tua vontade, confiantes na Tua forte destra, pois a Ti é que revelamos a nossa causa. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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