Reavivados por Sua Palavra


Salmo 141 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de setembro de 2023, 0:45
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Tenho uma profunda admiração e carinho pelo testemunho do profeta Daniel. Sua vida nos deixou um legado de fé, perseverança e serviço. Sua firmeza de princípios o levou à elite babilônica e medo-persa, o que provocou a ira dos demais príncipes do reino. Assim como Davi, Daniel possuía muitos inimigos, porém nenhum deles obteve êxito e nem suas armadilhas deram certo. Na mais feroz tentativa de destruí-lo, suas estratégias, consideradas infalíveis, foram derrotadas por uma única ação de Daniel: “[…] três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn.6:10).

Quantas vezes agimos segundo os nossos impulsos, quando a solução está em uma vida de oração. A oração aceitável a Deus (v.2) não é a mais longa e nem a mais eloquente, mas aquela que é sincera, que provém de uma vida temente a Deus. Davi fez quatro pedidos neste Salmo:

1. Cala-me, oh Deus! (v.3);
2. Blinda o meu coração da maldade para que eu possa cuidar do Teu santuário (v.4);
3. Que eu aceite ser repreendido pelo justo (v.5);
4. Guarda-me das ciladas dos homens maus, fazendo justiça por mim (v.9 e 10).

Em meio às pressões de um mundo que nos diz que temos que falar o que pensamos e seguir as vontades de nosso coração enganoso, ficar calado é considerado tolice. Mas o Senhor nos convida a provar e ver que Ele é bom e fiel, e como o salmista exclamar: “Em Ti confio” (v.8)! O hábito de oração de Daniel o livrou incólume da cova dos leões. Da mesma forma, Deus deseja nos abençoar e fazer da nossa vida um canal de bênçãos.

O Senhor tem me livrado de diversas “covas” quando a Ele eu clamo, e em algumas delas me concedeu o presente de converter inimigos em amigos. Temos muitos exemplos lindos sobre o poder da oração na Bíblia, mas Deus nos convida a provar deste mesmo poder a cada dia. Há um poder disponível a todo aquele que O busca com sinceridade, como diz certa frase de autor desconhecido: “O poder do cristão não está na força dos braços estendidos, mas nas marcas dos joelhos dobrados”.

Estamos vivendo tempos muito difíceis, amados! O conflito está se intensificando e o Espírito do Senhor não agirá para sempre no homem. A promessa é fiel: “E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda carne” (Jl.2:28). Percebam que isso só ocorrerá “depois”. Mas depois de quê? Eu convido você a ler Joel 2:12-27, para entender que há condições para que o derramamento do Espírito Santo aconteça.

E o que estamos fazendo, meus irmãos? Vigiando e orando? Ou “como que sentindo coceira nos ouvidos”, recusando “dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm.4:3-4)? O que tem acontecido no meio do povo de Deus é muito sério! Sei que é cumprimento profético, mas é muito triste. E como membro do corpo de Cristo entendo ser nosso dever admoestarmos uns aos outros; com espírito de brandura, mas não deixar de admoestar com a voz e com a vida.

Como o salmista, que a nossa oração seja para que o Senhor contenha os nossos lábios; para que o nosso coração não se incline para o mal e nem para andar em companhia de quem não nos edifica; para que tenhamos humildade em reconhecer nossos erros e ouvir a admoestação de quem nos quer bem; e para que Deus nos livre das armadilhas dos ímpios. Então, nas mãos do Senhor dos Exércitos, assim como Davi e como Daniel, poderemos afirmar com convicção: “Eu, nesse meio tempo, me salvo incólume” (v.10).

Oh, Senhor, nosso Deus, a Ti clamamos, dá-Te pressa em nos acudir! Pois em Ti, Senhor Deus, estão fitos os nossos olhos. Em Ti confiamos! Não nos desampare! Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém.

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#Salmos141 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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