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“Compassivo e justo é o Senhor; o nosso Deus é misericordioso” (v.5).
Em tempos de crise, quando um vírus tornou-se a principal notícia e preocupação em todo o mundo, desencadearam-se, ou melhor, tornaram-se aparentes, problemas que estavam apenas sob o manto da negligência. A frieza entre casais e dificuldade de relacionamento entre pais e filhos revelou que o afastamento social já existia dentro da própria casa. E, mediante as extremas medidas de confinamento, dois resultados foram colhidos: famílias que, reconhecendo o problema, buscaram ajuda e fortaleceram os laços; e, por outro lado, aquelas que jogaram a toalha e entraram na triste estatística de famílias desfeitas e sacudidas pelos ventos da indiferença.
Dizem que a guerra contra o vírus ainda não acabou. Mas uma guerra bem mais antiga, com dimensões e resultados ainda mais devastadores, se apressa para o fim. Reconhecendo os riscos desse conflito cósmico em que estava envolvido e prestes a sucumbir, o salmista caiu “em tribulação e tristeza” (v.3) e esteve “sobremodo aflito” (v.10). Consciente de sua terrível condição, não obstante, confiante no auxílio divino, ergueu a sua voz em súplica: “ó Senhor, livra-me a alma” (v.4). O resultado foi o encontro com o Senhor, nosso Deus, que é justo e compassivo, que é misericordioso e que “vela pelos simples” (v.6), que salva e é generoso, que quebra as cadeias do mal e ouve as orações dos que O invocam, “de todos os que O invocam em verdade” (Sl.145:18).
Estávamos todos perdidos e condenados à morte eterna. Fomos sequestrados pelo inimigo e lançados no cativeiro do pecado. Mas o Senhor, que é justo e compassivo, nos proveu libertação. Na cruz do Calvário, a guerra foi decidida e pago o alto preço de nosso resgate. Por isso que “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (v.15). É apenas uma questão de tempo para que, concluída a Sua obra de intercessão, Jesus rasgue os céus com a Sua glória e, com potente voz, dê a ordem de Sua vitória sobre a morte: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).
Encare estes últimos dias como o tempo da oportunidade às famílias para viverem o cumprimento da profecia em seus lares, “antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:5 e 6). Como o último Elias, Deus chama o Seu povo para em uníssono proclamar: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (v.13). No juízo, Deus não pedirá contas de nossas conquistas laborais ou acadêmicas, mas perguntará: “Onde estão os filhos que Eu vos dei para educar para Mim? Porque não estão à Minha mão direita?” (Ellen G. White, Orientação da Criança, CPB, p.561).
Como povo do advento e Elias atual, que possamos declarar com inteireza de coração: “Amo o Senhor […] Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o Seu povo” (v.1 e 14).
Nosso Pai do Céu, enche-nos do Teu Espírito e capacita-nos a cumprir a missão que o Senhor nos confiou, a começar pelos de casa. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#Salmos116 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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