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“[…] eu, porém, oro” (v.4).
De todo este Salmo, esta é a expressão mais impactante e mais poderosa: “eu, porém, oro”. Davi fez menção da grande angústia que sofreu por causa das investidas malignas de seus inimigos. Entretanto, em nenhum momento ele falou em fazer justiça com as próprias mãos. Muito pelo contrário, o salmista descreveu os juízos que recairão sobre todo aquele que “amou a maldição […] e não quis a bênção” (v.17). “Ó Deus do meu louvor, não Te cales!” (v.1). Este não foi um protesto contra o silêncio de Deus, e sim um clamor de um filho cujo coração confiava apenas na ação divina (v.21).
No livro dos Salmos encontramos muitas profecias. O verso oito não se referia apenas aos adversários de Davi, mas uma referência profética a Judas, que trocou a bênção pela maldição: “Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo”. Essas palavras são repetidas em Atos 1:20, quando os discípulos se unem com o propósito de eleger o décimo segundo apóstolo para ocupar o lugar do traidor. Também no verso vinte e cinco encontramos outra profecia, esta cumprida na vida de nosso Salvador: “Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me veem, meneiam a cabeça”. Enquanto Cristo padecia na cruz do Calvário, “os que iam passando blasfemavam dEle, meneando a cabeça” (Mt.27:39).
Diante disso, percebemos que neste mundo sempre existiram e sempre vão existir apenas duas classes de pessoas: os que escolhem o caminho da vida e da bênção e os que escolhem o caminho da morte e da maldição; os perseguidores e os perseguidos; o joio e o trigo. Não há uma terceira alternativa, amados. Portanto, só temos duas opções: ou seguimos a Deus e a Sua Palavra, ou seguimos o caminho das multidões. Atentem bem para isso, meus irmãos: Cuidado com as multidões! Lembrem de Noé, de Elias, de João Batista, de Daniel e seus amigos, dos próprios discípulos, em que todos eles, apesar de serem a minoria, andaram na contramão de sua geração e foram vitoriosos pelo poder de Deus.
Se, hoje, e a cada dia, assumirmos a postura de Davi, tendo uma vida de oração e confiando na justiça divina, o Espírito Santo fará de nossa vida um louvor a Deus “no meio da multidão” (v.30). Fazemos parte da geração dos últimos dias deste mundo, e o que estamos fazendo com a oportunidade que o Senhor colocou em nossas mãos? Podemos afirmar, como o salmista: “eu, porém, oro”? Uma vida de oração não consegue ficar presa a quatro paredes; não é uma vida estagnada e presa ao conceito de ser feliz neste mundo. Uma vida de oração é um alto clamor para o mundo e compreende que felicidade de verdade só em Jesus.
Você está sendo perseguido e lhe devolvem o bem com o mal (v.5)? Alegra-te, servo do Deus vivo (v.28)! Cristo te diz hoje: “Bem-aventurados, sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.5:11-12).
Meus queridos irmãos, a nossa redenção de aproxima, mas, antes dela, um tempo de angústia “qual nunca houve […] mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo” (Dn.12:1). Só venceremos se fizermos do Senhor a nossa defesa. Lembrem-se de que enquanto meneavam a cabeça para Jesus, Ele orava, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Eis a decisão que o Senhor espera de Seu remanescente: “eu, porém, oro”!
“Ó Deus do meu louvor” (v.1), ajuda o Teu povo a compreender a necessidade que temos de orar! Cala o nosso coração enganoso para que possamos ouvir melhor a Tua voz! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de oração!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos109 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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