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“Escutai, povo Meu, a Minha lei; prestai ouvidos às palavras da Minha boca” (v.1).
Um Salmo que inicia com palavras proferidas pelo próprio Deus merece uma atenção especial, vocês não acham? Ao estudar o livro de Êxodo, nós vimos que cada detalhe da história de Israel possui um significado maior, que aponta para Cristo. Por exemplo:
– O maná (v.24) representava a Cristo, “o pão vivo que desceu do céu” (Jo.6:51);
– A rocha que jorrava água (v.16), também era uma representação de Cristo, “a pedra angular” (1Pe.2:4) e a água da vida (Jo.4:14);
– O santuário terrestre (v.69) era uma ilustração acerca do plano da salvação em Cristo Jesus e do verdadeiro santuário, o celeste (Hb.8:2).
Portanto, como tudo em Israel era usado por Deus como uma ilustração a fim de educar o Seu povo, não é de se estranhar que Jesus tenha Se comunicado através de parábolas (v.2; Mt.13:35).
Em nosso estudo da jornada dos hebreus, percebemos também que a ideia de um Deus tirano foi lançada por terra. O cuidado do Senhor para com o Seu povo não era guiado por Sua ira, mas por Sua rica misericórdia (v.38). Vez após outra, o povo O tentava com suas rebeliões e murmurações (v.8). Apesar de terem sido testemunhas oculares de sinais e prodígios jamais vistos (v.11, 12), ainda assim endureciam o coração cada vez que sentiam falta de algo que possuíam no Egito. Não conseguiram avançar para a terra prometida, enquanto não pararam de olhar para a terra que deveria ser esquecida.
Meus amados, o Senhor não elegeu Israel para ser o único povo a ser salvo, mas como o Seu representante da única mensagem de salvação. A primeira declaração de Cristo na tentação do deserto é um chamado de Deus para todos. Ele não disse: “Nem só de pão viverá o judeu […]”. Não, amados! Ele disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). Portanto, obedecer às palavras que saem da boca de Deus não é o dever só do judeu, mas “é o dever de todo homem” (Ec.12:13).
Infelizmente, Israel não deu ouvidos ao que Deus ordenou (v.5). As novas gerações foram surgindo e os propósitos do Senhor foram sendo esquecidos (v.7). A ordem de Deuteronômio 6:4-9 foi ignorada, e seus filhos “tornaram atrás […] desviaram-se como um arco enganoso” (v.57). Notem a preocupação de Deus para com a educação dos filhos. Não era importante apenas o conhecimento da Palavra de Deus, mas o conhecimento de Deus através da Palavra. A vida espiritual dos pais deveria ser refletida na dos filhos e assim por diante. Como bem sintetizou Sutherland: “ […] um professor tem poder na proporção em que vive o que deseja ensinar” (E. A. Sutherland, Fontes Vivas ou Cisternas Rotas, p.38).
Ao ver toda a Escritura se cumprir na vida de Jesus, a geração que O contemplou deveria tê-Lo adorado e não O rejeitado. Não corremos nós o mesmo risco? Nunca se falou tanto em Deus como hoje. Nunca houve no mundo tantas igrejas cristãs. Mas também nunca houve uma geração tão ignorante com relação às verdades da Bíblia e tantos lares destruídos. E quanto mais o mundo busca a paz e a fraternidade, tanto mais o caos se instala. Porque com a boca lisonjeiam a Deus (v.36), mas o coração não é firme para com Ele e não são “fiéis à Sua aliança” (v.37).
O homem busca o próprio infortúnio ao dar as costas para as palavras da vida eterna. Assim como os filhos de Israel “não reprimiram o apetite” (v.30), o apetite deste mundo pelo mal não tem limites. Se, como Daniel, rejeitarmos “as finas iguarias e o vinho” do príncipe deste mundo (Dn.1:8), o Senhor nos dará o “cereal do Céu” (v.24), “o pão dos anjos” (v.25). Se tivéssemos noção do que isso significa, jamais trocaríamos o estudo da Palavra por horas e horas na mediocridade das redes sociais.
Onde estão vocês, pais e mães que decidem iluminar este mundo com uma descendência que verdadeiramente teme a Deus? A maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida espiritual sólida e fiel. O Senhor nos deu filhos para isto. Eles não são nossos, são a “herança do Senhor” (Sl.127:3). Somos chamados a educar uma geração de verdadeiros adoradores (Jo.4:23), e, para isso, a mudança deve começar em nós.
Se assim fizermos, meus irmãos, pela graça e misericórdia do Senhor, nossa casa cumprirá o propósito divino: “A primeira obra dos cristãos é manter a unidade da família. Quanto mais intimamente forem unidos os membros da família em sua obra no lar, tanto maior será a influência que pais e mães exercerão fora dele” (Ellen G. White, Fundamentos do Lar Cristão, CPB, p. 20).
Querido Pai que está nos céus, queremos responder ao Teu chamado em nossa vida e em nosso lar. Dá-nos o Espírito Santo, a fim de que estejamos sempre satisfeitos com a Tua provisão e com nossos olhos iluminados pela luz da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, lares de esperança!
Rosana Garcia Barros
#Salmos78 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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