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“Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim” (v.18).
O contexto deste Salmo foi um dos mais tristes para Davi, e, creio eu, seja uma das causas que mais aflige o coração dos filhos de Deus. Já não fosse suficiente ter que lidar com inimigos declarados, Davi teve de enfrentar a profunda tristeza de conviver com amigos íntimos cuja “boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra” (v.21). Sendo um homem temente a Deus, sabia identificar o ódio voluntário. Mas a contenda disfarçada, contudo, o consumia de tristeza: “sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado” (v.2).
A lamentação do salmista pela traição de seus amigos foi um dissabor vivido por muitos servos de Deus. O profeta Jeremias, por exemplo, sendo fortemente perseguido e ameaçado pelo seu próprio povo, fez uma oração bem parecida com o Salmo de hoje (Em Jr.18:18-23), e o Senhor mesmo o alertou, dizendo: “Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas” (Jr.12:6).
Em Seu ministério terrestre, Jesus teve de conviver com semelhante situação. Entre as multidões que O seguiam, havia muitos corações endurecidos. E até mesmo entre os Seus discípulos, havia um que O trairia com palavras brandas (v.21) e com um beijo (Mt.26:49). Judas representa a classe de falsos amigos de que Davi se referiu. São aqueles que conservam no coração sentimentos malignos, mas que se esforçam por manifestar aparência de piedade. Na experiência de Davi, de Jeremias, do próprio Jesus e de tantos outros, porém, todo fiel e sincero servo de Deus deve encontrar conforto. Pois assim como o Senhor os ajudou a identificar a falsidade e os livrou de todo o mal, certamente, o mesmo Deus há de, hoje, abrir os olhos dos justos e livrá-los dos perigos ocultos.
Sabem, amados, tomara não façamos parte desta classe maldita. Antes ser perseguido do que ser perseguidor de nossos irmãos. Pois, como foi o fim de Judas, assim será o fim daqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo. Há um único meio de que podemos fazer uso e Davi bem o descreveu: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v.16-17).
Quando perseguido por seus próprios amigos, Davi orou. Quando ameaçado de morte pelos que desejava o bem, Jeremias orou. Ao aproximar-se a hora da traição, Jesus orou. Portanto, não entregue o seu coração à vingança, mas “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (v.22). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos55 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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