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“Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre” (v.8).
Forçado pelas circunstâncias, Davi viveu parte de sua vida como um foragido. Ao perceber a intenção homicida de Saul, tratou de fugir. Sua atitude prudente o livrou da morte, mas, como um homem caçado, sua vida tornou-se uma recompensa nas mãos de quem o encontrasse. Doegue, um dos servos de Saul, viu naquela oportunidade o degrau de sua ascensão, o favor que o rei lhe prestaria caso sua informação sobre o paradeiro de Davi o ajudasse a consumar o seu intento.
No entanto, a maldade e ambição daquele homem não causaria a Davi dano algum diante da “bondade de Deus” (v.1) que, passo a passo, o acompanhava. Por mais que aquela conjuntura desse ao inimigo um gosto de vitória, Davi demonstrou uma fé firme, e segura confiança no juízo divino. Ele sabia que os dias dos ímpios estão contados e que “os justos hão de ver tudo isso” (v.6). E que é melhor, ainda que sob a constante tensão de ameaças e perseguição, estar do lado perseguido do que do lado perseguidor. É melhor ser “como árvore plantada junto a corrente de águas” do que “como a palha que o vento dispersa” (Sl.1:3, 4).
Se a impiedade é o antônimo de piedade, então, ímpio é todo aquele que não oferta a Deus o que Lhe é devido. Segundo as Escrituras, o ímpio também é chamado de imundo, infiel, iníquo, insensato e perverso. É aquele que prefere o mal ao bem, e a mentira do que falar com justiça; cuja “língua urde planos de destruição” (v.2), confiando “na abundância dos seus próprios bens e na sua perversidade se [fortalece]” (v.7). E há um só destino para o ímpio que não se arrepende: a destruição eterna (v.5). “Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).
O castigo eterno foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41), e não para os homens. Nós fomos criados para a glória de Deus (Is.43:7) e fomos resgatados para sermos salvos “pelo Senhor com salvação eterna” (Is.45:17). Portanto, amados, confiemos sempre na provisão divina. Entreguemos ao Senhor em oração aqueles que nos perseguem. Essa sempre será a melhor decisão a ser tomada. Como Davi, confiemos a Deus as nossas queixas e tribulações, pois a Sua bondade dura para sempre. “Dar-te-ei graças para sempre”, ó Deus meu, “esperarei no Teu nome, porque é bom” (v.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos52 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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