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“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador; não Te detenhas, ó Deus meu!” (v.17).
Creio que muitos de nós já passamos por livramentos em que pudemos perceber, claramente, o cuidado de Deus e o poder da oração. O nosso dia a dia, contudo, é repleto de livramentos que nem sequer percebemos. Às vésperas do final do grande conflito, estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu para salvar e maliciosamente usados por Satanás “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Entretanto, o clamor de Davi por livramento não tinha como principal objetivo a sua integridade física apenas, mas a espiritual. E é com esta que precisamos nos preocupar. O desejo de Davi era o de viver para Deus e com Deus. A sua confissão revela o que mais lhe afligia: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (v.12). Semelhante ao salmista, foi a confissão do apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7:18).
Como um arauto das boas-novas de Deus, o salmista não tinha sua fé oculta. Diante da “grande congregação” (v.9) não buscava a autopromoção de sua vida piedosa, e sim a proclamação das virtudes dAquele que o “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Jesus nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de comunhão com Deus. E sempre que saía de seus lugares de oração, multidões eram atraídas a Ele. Porque a comunhão com o Céu, amados, é atraente! Nem todos os que são atraídos, porém, possuem boas intenções. Como declarou Davi, existem “os que se comprazem no meu mal” (v.14).
“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (v.4). Anjos poderosos são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Todo o Céu está envolvido na obra de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E num urgente chamado, o Senhor nos convida para proclamarmos o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).
Existe um acusador estrategista que se compraz em nosso mal. A respeito disso, escreveu Ellen White: “Satanás é o acusador de nossos irmãos, e é o seu espírito que inspira os homens a espreitar os erros e defeitos do povo do Senhor, conservando-o sob observação, enquanto deixa ignoradas suas boas ações. Ele está sempre em atividade quando Deus opera pela salvação das almas. […] O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial” (CPB, O Grande Conflito, pág. 395).
No lugar Santíssimo, Jesus está a interceder por nós: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo.17:15). Como Davi, espere “confiantemente pelo Senhor” (v.1) e em Seu perfeito livramento. Vá até Jesus como você está e Ele “circuncidará o teu coração” (Dt.30:6). “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso” (Dt.4:30-31). Ao lado do Senhor dos Exércitos, avançamos para a vitória final. Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos40 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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