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“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (v.2).
O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Não temos o perdão. Ele é um atributo divino que o Senhor nos oferece mediante genuíno arrependimento. Deus tanto nos concede o perdão pelos nossos pecados, quanto nos habilita a perdoar o nosso semelhante. Esta bem-aventurança, no entanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou na oração do Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Mt.6:14,15).
Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os piores surgiram de onde ele menos imaginava. Quando teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado […]?” (1Sm.20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de se retratar se preciso fosse. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que lhe perseguia sem causa, imagina diante de Deus.
Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, possuído por um espírito maligno (1Sm.19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (1Sm.18:29). Ele escolheu aquela situação, e não Davi. Estamos tão perto de nossa eterna redenção! Precisamos permitir que o Espírito Santo abrande e renove o nosso coração a cada dia, a fim de que não incorramos na triste realidade destes últimos dias: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12).
Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida àqueles que, como o salmista, estão dispostos a ter o coração governado pelo Espírito de Deus, e não por um espírito maligno. Por isso que “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v.10), pois enquanto os pecados são calados (v.3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a ausência de arrependimento o consome dia após dia (v.3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que o Senhor nos dote da atitude de Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v.7), nos instruirá e ensinará o caminho que devemos seguir (v.8).
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Não permita que o seu coração se feche para o perdão! Lembre que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os seus pecados. Confie no Senhor, e “a misericórdia o assistirá” (v.10). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo.4:21) e o Senhor perdoará os nossos pecados, “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt.6:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.11)!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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