Reavivados por Sua Palavra


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1Coríntios 02 – Comentado por Rosana Barros

12 de dezembro de 2024 0:45


Mesmo sendo conhecido como doutor da lei e instruído na escola dos rabis, ao falar de sua pregação Paulo a classificou como “testemunho de Deus” (v.1) “em fraqueza, temor e grande tremor” (v.3). Resumindo, em uma linguagem contemporânea, ele quis dizer o seguinte: “Eu não sou nada, mas Cristo é tudo em mim!” Apesar de sua alta formação e de ser eloquente em palavras, Paulo procurava fazer de sua pregação o mais simples possível de se compreender. O seu objetivo não era angariar aplausos ou destaque em sua oratória, mas se fazer entender a fim de que seus ouvintes fossem alcançados por “demonstração do Espírito e de poder” (v.4) em sua vida.

A diferença entre a sabedoria humana e a divina foi estabelecida nesta epístola como pólos que não se encontram. Como um instrumento, Paulo colocava-se nas mãos de Deus e constantemente clamava por sabedoria do alto. A crucifixão do “Senhor da glória” (v.8) foi o ato que melhor definiu a falibilidade da sabedoria humana, ao crucificarem Aquele que diziam aguardar. Por outro lado, a eternidade e tudo o que Deus preparou “para aqueles que O amam” (v.9) será o que melhor definirá a bênção de ter confiado na sabedoria divina. E somente mediante o poder do Espírito Santo podemos conhecer a Deus e experimentar a Sua vontade.

As primeiras palavras deste capítulo não foram de depreciação, mas de quem desfrutava e experimentava do poder do Espírito Santo a cada dia, em humildade. “Conferindo coisas espirituais com espirituais” (v.13), o Espírito nos ensina a viver de acordo com a verdade revelada nas Escrituras e nos auxilia em nossa árdua jornada diária. O “homem natural” (v.14), ou aquele em quem o Espírito Santo não habita, nunca conseguirá compreender as coisas de Deus “porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). Mas “o homem espiritual”, “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), torna-se um vaso de honra nas mãos do Oleiro e “ele mesmo não é julgado por ninguém” (v.15). A mente ganha novo ânimo e, flexível à obra do Espírito Santo, um milagroso e eficiente transplante acontece, dando lugar à “mente de Cristo” (v.16).

Grande e sublime privilégio nos foi dado de sermos habitação do Espírito Santo! Não fomos chamados a fim de sermos expositores de habilidades, mas capacitados por Deus como “cooperadores em Cristo Jesus” (Rm.16:3). Ter “a mente de Cristo” é colocar em evidência “o testemunho de Deus” (v.1) através de uma vida completamente apoiada em Seu poder. É a experiência da verdadeira conversão, quando o coração impuro e profano é mudado em um coração santificado e limpo. Pela fé, o Espírito Santo deseja nos revelar o que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano” (v.9). Deus preparou para nós uma vida de eterna felicidade e nos convida a iniciá-la aqui, mesmo que por vezes “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10).

Que você e eu sejamos habitação do Espírito Santo a cada dia, até aquele grande Dia!

Pai nosso que habita nos céus, a Tua Palavra nos diz que se pedirmos sabedoria, o Senhor nos dará. Então, Pai, Te pedimos pela sabedoria do alto, aquela em que o Espírito Santo nos ensina “para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente”. Fortalece a nossa fé e que os nossos dons só apontem para Cristo, e este crucificado. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres espirituais!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100

Publicado por: Ivan Barros

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