Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 08 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de maio de 2021, 0:45
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“Ouvindo isto, admirou-Se Jesus e disse aos que O seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.10).

Quando Jesus desceu do monte, “grandes multidões O seguiram” (v.1). Imagino que houve um tumulto e agitação quando notaram “um leproso” (v.2) se aproximando. Com sua carne consumida pelas chagas, aquele homem rompeu todos os protocolos sanitários da época a fim de se consultar com o único Médico que poderia curá-lo. Por outro lado, Jesus quebrou o protocolo religioso, pois tocou em alguém cerimonialmente impuro. Ao curar aquele leproso, Jesus não queria amortecer o impacto de Suas palavras no sermão do monte e nem atrair as multidões simplesmente pelas curas. Por isso ordenou que o homem não contasse nada a ninguém, mas que se mostrasse ao sacerdote e fizesse a devida oferta, “para servir de testemunho ao povo” (v.4). Ou seja, em obedecer a Jesus e às Escrituras, o seu testemunho seria bem mais eficaz e poderoso.

O relato do evangelho segundo Marcos, contudo, revela que aquele leproso não fez conforme Jesus lhe ordenou, mas saiu “a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos” (Mc.1:45). Jesus passou por uma espécie de quarentena até que pudesse novamente entrar nas cidades. E, depois de alguns dias, ao entrar em Cafarnaum, foi abordado por um centurião que intercedia em favor de seu criado que sofria de paralisia. A atitude daquele gentio foi bem diferente do leproso judeu. O registro da fé do centurião romano foi usado por Cristo como uma ilustração acerca da salvação para todos os povos. Enquanto Israel desprezava o seu Resgatador, aquele estrangeiro reconheceu o poder que há no Verbo da Vida (v.8). Uma só palavra, uma única ordem de cura, e, “naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).

Chegando à casa de Pedro, Jesus se deparou com outra enfermidade. Desta vez, era a sogra de Pedro que estava “acamada e ardendo em febre” (v.14). “Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou” (v.15). A sequência de curas relatadas neste capítulo não foi ao acaso. Um leproso, um estrangeiro e uma mulher. Os grupos de pessoas mais rejeitados por Israel. Mas Jesus tocou no leproso, exaltou a fé de um estrangeiro e Se compadeceu de uma mulher tomando-a pela mão. Eis o Deus da Bíblia! Eis Aquele que mostrou a verdadeira face do Pai (Jo.14:9-10) e que cumpriu fielmente a profecia: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (v.17).

Seguir a Jesus quando tudo se revela em bênçãos é fácil, difícil é continuar O seguindo quando surgem as dificuldades e as tempestades da vida. São nesses momentos que nos é dada a oportunidade de clamar: “Senhor, salva-nos! Perecemos!” (v.25). O fato de Jesus estar dormindo em um momento de tanta turbulência para os discípulos não mudava o fato de que Ele estava no barco. Há uma frase que aprecio muito. Ela diz: “Quando o aluno está fazendo prova, o professor fica em silêncio”. As provas não surgem para nos destruir, mas são permitidas a fim de nos fortalecer. E quando clamamos ainda que com “pequena fé” (v.26), em Sua bondade e misericórdia Jesus repreende os ventos e o mar da vida, e faz-se “grande bonança” (v.26).

De um mar em fúria, Jesus e Seus discípulos se deparam com endemoninhados furiosos (v.28). Ele poderia tê-los ignorado, afinal não tinha quem apelasse por eles. Mas Aquele que lê corações assistiu a angústia de alma daquelas vítimas do inimigo. Reconhecendo que diante deles estava o Filho de Deus, os demônios rogaram para que Jesus os enviasse a uma manada de porcos. Assim foi feito e a manada precipitou-se “despenhadeiro abaixo” (v.32). A notícia alarmou a todos na cidade que, indo ao encontro de Jesus, não se maravilharam ao ver os que antes eram furiosos algozes transformados em homens serenos, mas rogaram para que Jesus fosse embora dali.

Hoje vimos exemplos de pessoas que foram ao encontro de Jesus e de Jesus indo ao encontro de pessoas. No toque, na palavra, Ele oferecia muito mais do que a cura, mas um amor que promovia a verdadeira alegria. Infelizmente, muitos têm ido ao encontro de Jesus simplesmente para dizer que Ele vá embora. Enxergam suas frustrações e dificuldades como sendo Sua culpa, perdendo o sublime privilégio de Sua companhia. Jesus, “meramente com a palavra” (v.16), deseja realizar em nossa vida a perfeita cura do coração.

Vá ao Seu encontro, agora, assim como você está e, certamente, você não sairá do mesmo modo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, curados por Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus8 #RPSP


1 Comentário so far
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uma benção e tem edificado muito a minha vida todos esses anos. Muito obrigada!

Comentário por Josiele




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