Reavivados por Sua Palavra


LEVÍTICO 18 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
28 de janeiro de 2019, 0:30
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“Portanto, os Meus estatutos e os Meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor” (v.5).


Após a queda do homem, a primeira impressão que Adão e Eva tiveram do pecado foi de sua nudez. Despidos das vestes da glória de Deus, o homem e sua mulher fizeram para si vestes com “folhas de figueira” e, ouvindo a voz de Deus, “que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus” (Gn.3:7 e 8). A nudez causou-lhes a sensação de impotência diante de tal situação. Tiveram medo de apresentarem-se daquela forma diante do Criador. Mas com que amor o Senhor lhes proveu a solução! Antes mesmo de criá-los, o plano já estava estabelecido, através do “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Ali no Éden, o primeiro sacrifício foi realizado e “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn.3:21).

Não podemos cobrir a nudez do pecado mediante nossos próprios esforços, mas Deus nos proveu os vestidos da salvação: “Aconselho-te que de Mim compres… vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a tua nudez” (Ap.3:18). A nudez representa a condição vergonhosa do homem perante Deus. E os estatutos e juízos estabelecidos quanto aos casamentos ilícitos e uniões abomináveis revelam as bênçãos de Deus em cumpri-los, e as consequências destrutivas em desobedecê-los. O Senhor instituiu uma lista de parentes como proibida para o matrimônio. Antes mesmo da entrada do pecado, Deus já havia estabelecido a união entre o homem e a mulher. O casamento heterogêneo e monogâmico fora instituído por Deus para ser uma bênção à humanidade. E o sexo, planejado como uma bênção exclusiva para o uso sagrado dentro do casamento.

O pecado deturpou a sexualidade humana de tal forma que a respeito do que o Senhor disse: “maldade é” (v.17), o homem responde: “é normal”. O que dantes causara grande vergonha no Éden, hoje é publicado em praça pública. Estamos, de fato, devendo, e muito, a Sodoma e Gomorra. Os povos que ainda habitavam em Canaã estavam contaminados com uniões abomináveis, e Deus precisava instruir o Seu povo a fim de não praticarem “nenhum dos costumes abomináveis” (v.30) que ali se praticavam. O incesto, a homossexualidade, a bestialidade, dentre outras práticas sexuais ilícitas e repugnantes diante de Deus eram naturalmente aceitáveis entre os povos cananeus e praticadas em seus cultos pagãos. Os filhos de Israel estavam para entrar em terreno perigoso e o Senhor precisava alertá-los e protegê-los. Seus estatutos e juízos não são  imposições arbitrárias, mas segurança: “cumprindo-os, o homem viverá por eles” (v.5).

Ainda moro em zona urbana, mas quanto mais os dias passam mais me convenço de que o povo de Deus precisa sair das cidades. Está chegando o tempo (se é que não já chegou), em que os anjos do Senhor estão apelando, como fizeram com Ló, de que os filhos de Deus abandonem, o mais rápido possível, os grandes centros. A demora de Ló lhe custou a perda de parte de sua família e de sua esposa e a gravidez abominável de suas filhas. A terra em que habitava tornou-se tão maligna que a homossexualidade era praticada em plena luz do dia. Estamos longe deste contexto, amados? Músicas, novelas, filmes e até desenhos animados incentivam nossas crianças e adolescentes a serem sexualmente ativos antes da hora, da forma que desejarem e com quem ou o quê desejarem. O mundo está testemunhando a desconstrução da família e do casamento, e o surgimento de uma nova geração cujo pudor é ignorado e a moral rechaçada.

Muitos carregam marcas de uma infância vivida em uma família que não era temente a Deus, ou de escolhas erradas que fizeram antes de conhecer ao Senhor. Todos nós, na verdade, possuímos marcas causadas pelo simples fato de existirmos. O pecado é letal e “a terra se contaminou” (v.25), e a menos que guardemos e andemos no caminho que o Senhor nos orienta a andar, carregaremos em nosso corpo e em nossa mente feridas que nos causarão dor por toda a vida. É desejo do Senhor que os Seus filhos se mantenham puros. Mas ainda que o pecado tenha nos causado manchas difíceis de limpar, o Senhor nos prometeu: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e Me ouvirdes” (Is.1:18 e 19).

Ao que o Senhor chamou de abominável sob a recorrente lembrança: “Eu sou o Senhor” (v.6), não consideremos aceitável. Não é normal, “é abominação” (v.22)! Não é natural, “é confusão” (v.23)! A repetida declaração de Deus como Senhor declara a Sua autoridade em legislar sobre a sexualidade humana. Aquele que cobriu a nudez de nossos primeiros pais é O mesmo que deseja cobrir a nossa, não mais com vestimenta de peles de animais, mas com “vestes de salvação… e com o manto de justiça” (Is.61:10). Não permita que o inimigo exponha a sua nudez, mas confiante nos méritos de Cristo Jesus, dEle adquira a roupa da vitória.

“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).

Bom dia, vestidos pelo Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico18 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


2 Comentários so far
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Muito bom! Minha única ressalva em relação ao conteúdo brilhantemente construído diz respeito ao aconselhamento para “deixarmos” grandes centros para trás, no sentido de manter-nos puros. Penso ser este um tempo de, como João Batista, apregoar o Reino de maneira sábia e ao mesmo tempo, veemente – mesmo que isto inclua lidar com adúlteros como Herodes ou raça de víboras como aqueles religiosos que o questionaram e no fim, custe nossas cabeças. Creio ser um tempo de, pela obra da cruz, proclamar as boas-novas aos cativos apresentando-lhes o completo Evangelho: arrependimento, perdão, confissão, redenção, o Pai. Nós somos maiores que o mundo e já o temos vencido, nEle. Que o Senhor nos guarde do mal e nos faça brilhar nestas trevas como as luzes que disse que somos (Mt 5:26)!

Comentário por Camila Campos

“’Saí das cidades, saí das cidades!’ esta é a mensagem do Senhor que me foi dada…”— Life Sketches of Ellen G. White, 409, 410 (1906).
“Não considereis uma grande privação terdes de ir para as colinas e montanhas, mas buscai esse retiro, onde podereis estar sozinhos com Deus, para aprender Sua vontade e Seu caminho”…. Manuscrito 85, 1908.
“Os pais podem adquirir pequenas propriedades no campo, …nesses lugares os filhos não estarão rodeados das corruptoras influências da vida da cidade. Deus ajudará o Seu povo a encontrar lares como estes fora das cidades. — Manuscrito 133, 1902.
“Saí das cidades, saí das cidades! … Devemos elaborar sábios planos para advertir as cidades, e ao mesmo tempo morar onde possamos proteger nossos filhos e a nós mesmos das influências contaminadoras e corruptoras que, nelas, tanto prevalecem”. — Life Sketches of Ellen G. White, 409, 410 (1906).
“…onde poderão cultivar seu próprio mantimento; pois no futuro o problema de comprar e vender será bem sério….” Carta 5, 1904.
“Não serão advertidas as cidades? Sim; não porque o povo de Deus nelas reside, mas ao visitá-las, para adverti-las do que está para sobrevir à Terra.” — Carta 182, 1902.

Comentário por José Magalhães




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