Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de outubro de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das Nações!” (v.3).


Fico tentando imaginar as sensações que João sentiu ao contemplar as visões de Apocalipse. As descrições são de elementos estonteantes e de seres cuja perfeição o ser humano não pode conceber. E o que dirá contemplar o próprio Criador em Seu majestoso trono? Certamente, João, assim como Daniel, foi considerado um homem “mui amado” (Dn.9:23)! Então, mais uma cena é revelada ao discípulo amado, e mesmo que já tivesse contemplado por tantas vezes o sobrenatural, ele mesmo a descreveu como sendo um “sinal grande e admirável” (v.1). Ele viu “sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus” (v.1).

Quando Jesus estava no Getsêmani, em Sua agonia antes da morte iminente, Ele fez a seguinte oração: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39). A mensagem do terceiro anjo diz que o ímpio “beberá do vinho da cólera de Deus… do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Foi deste cálice que Cristo pediu para não beber, mas que, submisso à vontade do Pai, tomou até à última gota para nos resgatar. Eis o valor deste sacrifício: “Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre” (Sl.49:8). Cristo pagou o preço dos nossos pecados de uma vez por todas para que não tenhamos que experimentar do cálice que Ele bebeu. Deus não nos criou para a destruição, amados! Ele nos resgatou para a recriação! O castigo final foi preparado “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41), contudo, também terá de destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18), aqueles que, desconsiderando as advertências do Senhor e amando o pecado, caminham para o mesmo destino de seu algoz.

Como Israel no deserto, o povo de Deus é cercado por águas, montanhas e inimigos, circunstâncias desfavoráveis, e custamos entender que servimos ao mesmo Deus que lhes abriu caminho seco no meio do mar (Êx.14:22) e que andou por sobre as águas (Mt.14:25). Naquela ilha prisão, a paisagem que João contemplava dia após dia era a do mar por todos os lados. Entretanto, Deus lhe concedeu ver um mar diferente, “um mar de vidro, mesclado de fogo” (v.2). Em sua condição, o mar representava uma limitação. Sua liberdade de ir e vir havia sido restringida pelas autoridades romanas. Mas o mar que está muito além de nosso olhar terreno não mais será um divisor de territórios, e sim o palco do maior coral que o Universo há de contemplar.

Quando estudamos o capítulo cinco de Apocalipse, vimos que os anjos e os vinte e quatro anciãos tinham nas mãos “taças cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Ap.5:8), representando o tempo da graça de Deus sobre a humanidade. Quando, porém, os sete anjos saírem do santuário, detentor “do Testemunho” (v.5; Êx.31:18), com as “sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus” (v.7), o santuário se encherá “de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder” (v.8) e cessada será a obra de intercessão, findo o tempo da graça. Então, “continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Deus fará justiça definitiva a Seu povo. Em sua incompreensão acerca desta mensagem, o salmista Asafe quase se perdeu por olhar na direção errada. A injustiça humana e a prosperidade dos ímpios o deixava perplexo, até que seus olhos se abriram para olhar para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).

Ainda estamos vivendo em tempo de graça, meus irmãos. Mas eis que este tempo caminha para o seu fim, quando cada um terá de responder por seus próprios atos. Enquanto ainda temos acesso ao santuário de Deus que, pela fé, possamos ascender ao Santíssimo todos os dias com Cristo. Entreguemos diante do altar a oferta diária de um coração contrito. Ofereçamos diante de Deus o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1) e clamemos para que o Espírito Santo continue realizando a Sua perfeita obra em nossa vida. Que lá no Céu, quando estivermos em pé no mar de vidro, possamos ver o olhar de João recordando ter visto os nossos rostos naquela visão e o olhar penetrante de Jesus a nos dizer: “porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo.14:19).

Bom dia, vencedores com Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse15 #RPSP

Deixe o seu comentário:


1 Comentário so far
Deixe um comentário

Ao Senhor seja a honra e a glória!

Comentário por Janci




Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: