Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 6 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
26 de setembro de 2018, 0:30
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“… e Ele saiu vencendo e para vencer” (v.2).


Com o livro em mãos, Jesus começa a abrir os selos, um por um. Cada um deles corresponde ao período profético das sete igrejas. É o conflito entre o bem e mal descrito de uma forma diferente. Veremos que o livro de Apocalipse possui símbolos diferentes para cobrir os mesmos períodos históricos, mas cada um deles apresenta novas revelações. Na abertura dos selos, veremos que os quatro primeiros possuem cavalos e cavaleiros que estão sob as ordens dos quatro seres viventes. Como mensageiros de Deus, eles deveriam cumprir a missão que lhes foi confiada.

O primeiro selo é aberto, e é visto a figura de um cavaleiro com um arco, montado em um cavalo branco, representando pureza. O cavaleiro recebeu uma coroa e foi vitorioso (v.2). Éfeso representa a igreja vitoriosa do período apostólico. E sabemos que a igreja primitiva teve um grande avanço evangelístico, pregando o evangelho a milhares de pessoas, após o Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At.1:8). É aberto o segundo selo, e o segundo ser vivente anuncia um cavaleiro com um cavalo vermelho que tiraria a paz da terra e que receberia “uma grande espada” (v.4). Este período marcou as terríveis perseguições contra os cristãos, no período profético da igreja de Esmirna, comandadas pelos imperadores romanos da época.

Na abertura do terceiro selo, o terceiro ser vivente dá a voz de ordem e surge um cavaleiro com uma balança na mão montado em seu cavalo preto. Neste selo encontramos alguns símbolos:

  1. O trigo, que representa a Palavra e o povo de Deus em sua pureza (Mt.13:24-30, 37, 38, 43);
  2. A cevada, que apesar de parecida com o trigo, era um cereal mais barato, enquanto o trigo era cereal nobre, representando a mentira com aparência de verdade;
  3. O azeite, que representa o Espírito Santo (Zc.4:2-6);
  4. O vinho, que simboliza o sangue de Cristo (Mt.26:27-29; 1Co 11:25).

Ou seja, o povo, representado pelo período da igreja de Pérgamo, estava trocando o verdadeiro (trigo) pelo falso que era muito parecido com o trigo (cevada), deixando-se contaminar com os costumes pagãos pelo fato de terem recebido uma fase de “trégua” religiosa. A Bíblia, porém, faz uma advertência para que o Espírito Santo (azeite) prossiga em Sua obra de purificação dos filhos de Deus através do sangue de Cristo (vinho). “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo” (v.7), o quarto ser vivente falou e apareceu a figura de um cavalo amarelo com seu cavaleiro “chamado Morte” (v.8). Vimos que o período da igreja em Tiatira foi o mesmo que marcou a história deste mundo com um grande massacre: o período da Idade Média, que levou milhares de cristãos à morte. A apostasia da igreja também levou fiéis a questionarem a sua autoridade e ensinos, e, por exaltarem a Bíblia como sua única regra de fé e prática, muitos foram mortos “à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (v.8).

No quinto selo, não vemos mais cavalos e nem cavaleiros, mas as “almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (v.9), debaixo de um altar, clamando em alta voz. Sabemos que a Bíblia se refere ao estado dos mortos como um repouso, um sono. O próprio Cristo disse que Lázaro dormia. E como aqui se refere a almas que clamam? A palavra usada para almas neste versículo é a palavra grega “psyche”, que significa “ser vivente” ou “pessoa”. Não encontraremos na Bíblia, em lugar algum, textos se referindo a almas como entidades separadas do corpo. Quanto ao altar, é uma referência ao altar de sacrifício que ficava no pátio do santuário terrestre e que tinha depositado abaixo dele o sangue dos sacrifícios (Lv.4:18, 25, 30 e 34). Portanto, esta não foi uma visão de pessoas literais num altar literal, mas uma representação dos mártires cristãos que descansaram confiantes na fiel promessa. Quando Jesus voltar, eles receberão as vestes da justiça de Cristo e com Ele viverão para sempre.

O sexto selo é aberto, então vemos os mesmos sinais referentes ao período da igreja de Filadélfia, sinais que se cumpriram de modo preciso exatamente neste período histórico:

  1. e sobreveio grande terremoto” (v.12): Grande terremoto de Lisboa, em 1° de novembro de 1755;
  2. o sol se tornou negro como saco de crina” e “a lua toda, como sangue” (v.12): Na Nova Inglaterra, EUA, no dia 19 de maio de 1780;
  3. as estrelas do céu caíram pela terra” (v.13): Na Costa Leste dos EUA, em 13 de novembro de 1833.

E todos estes acontecimentos no mundo físico foram igualmente profetizados por Cristo, em Mateus 24:29. Portanto, amados, estamos às vésperas da abertura do sétimo selo. O sexto selo marcou, portanto, o prelúdio do tempo do fim, que culminará na volta de Cristo, quando, enfim, for aberto o sétimo e último selo. Chegará o grande Dia da ira de Deus, “e quem é que pode suster-se?” (v.17). A resposta a esta pergunta descobriremos amanhã.

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse6 #RPSP

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Comentário por Ivone Ribeiro




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