Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 16, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de outubro de 2017, 0:30
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“Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do SENHOR” (v. 35).


Não, Deus não estava se referindo a Babilônia neste capítulo, e sim a menina dos Seus olhos: Jerusalém. Naquele tempo muitas meninas que nasciam eram abandonadas à própria sorte, mas Deus usou desta analogia para declarar o Seu amor pelo Seu povo desde o nascimento. Semelhante ao louvor poético do livro de Cantares, o SENHOR não economiza palavras de afeto para descrever a Sua noiva. Com ela, Ele firmou concerto adornando-a com o melhor de Seu reino e cobrindo-a com Sua glória (v.14). Eis que “era tempo de amores” (v.8).

Porém, como uma mulher cujo coração não pertence a seu marido, Jerusalém exaltou-se a si mesma como objeto de cobiça (v.15). A sua fama, ao invés de causar-lhe profunda gratidão por Aquele que a amou primeiro, tornou-se em arrogância e orgulho. Permitiu que o mesmo sentimento que despertou rebelião no Céu fosse aflorado no coração. E mediante a sua formosura, multiplicou a sua prostituição (v.26).

De forma pejorativa, e em linguagem forte, Jerusalém tornou-se um antro de práticas abomináveis, abrindo “as pernas a todo que passava” (v.25). As nações que antes a admiravam, passaram a vê-la como sua igual. Não havia mais diferença entre o povo de Deus e os ímpios, a ponto de sacrificarem seus próprios filhos (v.20) e o SENHOR exclamar: “Ai, ai de ti!” (v.23). A falsa adoração a despojou do título de “rainha” (v.13) para o de “meretriz descarada” (v.30). E sobre a sua cabeça recairiam os juízos de Deus segundo o seu procedimento (v.43). Comparada a Sodoma e a Samaria, Jerusalém praticou coisas piores do que aquelas aos olhos de Deus. A soberba e o egoísmo tornaram-na hostil para com as necessidades do próximo (v. 49 e 52).

No livro de Apocalipse também encontramos a descrição de uma “grande meretriz” (Ap 17:1). Esta sim, referindo-se a Babilônia. E assim como o provérbio citado em Ezequiel: “Tal mãe, tal filha” (v.44), encontramos algo semelhante na visão de João: “BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (Ap 17:5). A profecia nos revela que há um poder religioso apostatado cuja apostasia gerou filhas e práticas abomináveis perante o SENHOR. Apesar da degradação de Jerusalém, o seu meretrício cessaria e Deus a conduziria ao arrependimento (v.63). Porém, com relação à Babilônia atual, o chamado ao arrependimento é para todo aquele que dela aceita se retirar: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:4).

Estamos vivendo em tempos difíceis e decisivos. Deus sempre teve e sempre terá um povo para chamar de Seu. A ruína que sobreveio à Jerusalém foi o resultado da maldade que ali governava. Esquecendo-se dos dias de sua mocidade (v.43), provou das consequências de seu fraco coração (v.30). Pela concupiscência dos olhos e da carne caiu em profunda crise espiritual, a ponto de adorar a Deus e aos ídolos ao mesmo tempo. Erguida foi a bandeira da insanidade e deposta a verdadeira Bandeira (Êx 17:15).

O urgente e derradeiro chamado de Deus ao Seu povo no tempo do fim não é diferente em seu objetivo. O SENHOR deseja estabelecer com o Seu Israel atual “uma aliança eterna” (v.60). As práticas abomináveis aos olhos do SENHOR, hoje, não diferem das que levaram Jerusalém à queda. Inseridos em um mundo onde a máxima é de que não há verdade absoluta, a humanidade pensa ter aberto um terceiro caminho, quando a Bíblia deixa bem claro que só existem dois (Dt 30:15; Mt 7:13-14). E nesta busca insaciável pelo prazer a qualquer custo, o homem ergue em seu fraco coração ídolos que jamais conseguirão preencher o espaço que só o Eterno é capaz de preencher (Ec 3:9).

Deus está chamando homens que, semelhante a Josué, assumam o seu sacerdócio do lar e declarem firme e corajosamente ao mundo: “se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais… Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Deus está chamando mulheres que não temam a pressão feminista e, como a “mulher virtuosa” (Pv 31:10), assumam a sua “missão de mãe” (1Tm 2:15) como uma sagrada e santa obra. Deus está chamando filhos que, à semelhança de José, honrem a seus pais e ao SENHOR a despeito das tentações que os assaltam (Gn 39:12) e da geração de zumbis que os rodeiam.

Eis o último chamado de Deus às famílias. Eis o cumprimento da profecia dada a Malaquias: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml 4:6). Estamos prestes a ver “outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Idem, 3:18). Não se engane! Não há uma terceira opção.

Bom dia, adoradores do SENHOR!

Desafio do dia: Jornada espiritual “O Último Chamado de Deus“, 3° dia: Nestes últimos dias, Deus tem um povo cuja missão é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9). Mas esta missão deve começar em seu lar. Erga o altar da família em sua casa, realizando o culto familiar pela manhã e ao final do dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Ezequiel16
#RPSP

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1 Comentário so far
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Que amor é esse! SENHOR, preciso te amar muito mais…

Comentário por Elias Nascimento Rodrgues Rodrigues




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